Desde a primeira vez
que entrei em contato com a vida de São Bruno há manifestado uma admiração,
pelo seu comovente amor por Deus, e sua fidelidade a esse amor me tocou no mais
íntimo do meu ser, fazendo me apaixonar por esse carisma cartusiano, palavras
não seriam suficientes para descrever tamanho amor que tenho por essa Ordem, e
ser cartuxo é dar sentido a tudo isso, é dar ao coração algo infinito para amar,
e a esse Amor que anseias ser amado, quero me abandonar, deixando tudo que, no
entanto não é nada comparado a esse Divino Amor. Anseio por esta solidão, mas
não uma solidão pela solidão ou por descaso do mundo, pelo contrário por amor
ao mundo e as pessoas, ter a solidão como instrumento que me proporcionará essa
constância estadia junto ao Meu Bem Precioso, é o “Vigiai e Orai”, “faça-se em mim segundo a Vossa vontade”, pois sei
que no seio da solidão encontra-se um Amor incomparável que não pode ser
igualado por nenhum outro amor, “Dai-me
de beber”.
Sei que somos
chamados a viver a nossa vocação em qualquer estado de vida, e que o importante
é viver a realização de nossa vida em Deus. Não busco esconder-me do mundo, mas
abrir-me ao mundo, me aproximando de Deus na intimidade do silêncio, no
trabalho e na oração. Assim como a árvore enterra suas raízes bem fundas na
terra para estender suas copas sempre mais altas para os céus, quero também
fixar as minhas raízes na vida pra crescer ao encontro do Divino.
Nenhum comentário:
Postar um comentário