Cantos Gregorianos - Salmos

terça-feira, 13 de maio de 2014

Reflexão da alma




No único mosteiro da ordem dos monges cartuxos no Brasil, que fica em Ivorá RS, a vida é um cotidiano de oração

Existem muitos tipos de deserto. E muitos tipos de homens tentando atravessá-los. Os que não vencem o deserto são absorvidos por ele. E ficam imersos na solidão até o fim de 
suas vidas. Eles vivem na imobilidade da contemplação, em busca da face de Deus. Para isso, abdicaram de sua família, identidade, país e até de algum registro de individualidade após a morte. São os padres do deserto. 

A revista MIX entrou no fechado mundo dos cartuxos. Esta é a segunda reportagem sobre o mosteiro de Ivorá. Na primeira tentativa, em 2003, não foi permitido registrar o cotidiano dos monges e adentrar em suas celas. Depois de muita negociação e paciência, a revista conseguiu a permissão para mostrar como é a vida dos cartuxos, monges que cultivam o silêncio e a meditação dentro de seus aposentos. Conheça nas próximas seis páginas a vida dos padres do deserto que, desde 1984, ergueram na América do Sul um templo de religiosidade, um mosteiro de uma ordem medieval absolutamente brasileiro. 


Incrustado na exuberância do último afloramento de Mata Atlântica no Brasil, está localizado no município de Ivorá, na localidade de Três Mártires. Ali, está o mosteiro de uma das mais antigas organizações da Igreja Católica. A Ordem Cartuxa foi fundada por São Bruno, em 24 de junho de 1084, nas altas montanhas do deserto da Chartreuse, não muito longe de Grenoble, nos Alpes Franceses, durante o turbulento período da primeira reforma, como forma de reação às lutas e desordens da época. Passados 923 anos, a ordem mantém a mesma filosofia alicerçada em três princípios: isolamento, oração e trabalho. Tudo no mais absoluto silêncio. Como um homem que atravessa sozinho um deserto apenas com suas idéias e suas crenças.
















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